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Para Gleisi, acordo para acabar com greve de caminhoneiros é ineficaz

25/05/2018

Em discurso nesta sexta-feira (25), a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse considerar que o acordo firmado pelo governo federal com os representantes do movimento grevista de caminhoneiros beneficia apenas empresários e acionistas. O arranjo “para inglês ver”, na opinião da senadora, prevê a redução temporária de 10% no preço do óleo diesel, por 30 dias, mas não tratou de gasolina e gás de cozinha, o que ainda prejudica grande parte da população.

Gleisi condenou o pacto que fará a União pagar à Petrobras, com subsídios, a redução do preço do diesel nas refinarias. Em sua avaliação, o acordo atende apenas aos empresários do setor de transporte e vai tirar recursos dos cidadãos, das áreas sociais, do Bolsa Família, da educação. A senadora criticou a política de preços praticada pela estatal do petróleo, que, segundo ela, alinha-se apenas com a gestão privada, dos acionistas minoritários que só pensam em lucro, sem considerar o poder e a vontade do acionista principal, o Estado, a quem compete cuidar dos interesses dos brasileiros.

- Por que o Estado brasileiro tem que ficar premido com discursinho do mercado de que não pode intervir numa política de preços da empresa porque isso tem queda das ações e dá prejuízo? O que dá queda das ações da Petrobras é a administração incorreta da empresa, que alias teve queda de 10% nas suas ações. É a política econômica nefasta que esse governo faz contra seu país – opinou.

A parlamentar ressaltou que, nos governos petistas, não houve prejuízos à Petrobras, mesmo com a política de intervenção na formação dos preços dos combustíveis, feita a bem do cidadão, segundo reforçou. Em 13 anos no poder, foram 16 reajustes, lembrou ela. Enquanto isso, desde 2016, no início da gestão Michel Temer, houve 229 correções, o que não é correto nem razoável, argumentou.

Gleisi defendeu ainda a aprovação de propostas no Congresso que garantem mais recursos para o tesouro nacional com a taxação de empresários e dos mais ricos do país.

Agência Senado