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HP se alia a cooperativas para aumentar coleta de eletrônicos

21/02/2019

Construir uma agenda inclusiva é um dos principais objetivos anunciados da área de sustentabilidade da HP.  Com um programa piloto iniciado em 2018 no interior do Estado de São Paulo, a empresa coloca em prática a meta, fornecendo auxílio técnico, administrativo e garantindo a compra de material coletado.

Em menos de seis meses, atuando em duas cooperativas, a Coopernova, de Cotia, e a Coopetech, de São José dos Campos, a empresa que fabrica impressoras e PCs conseguiu captar 20 toneladas de eletroeletrônicos de todo tipo.

As cooperativas coletam e a empresa absorve o material coletado. Desmonta e reinsere os plásticos deste desmonte de aparelhos na sua linha de montagem de computadores, impressoras e insumos

Com essa operação, diminuiu a distância entre os resíduos e a produção, eliminado atravessadores de materiais do caminho, provê uma demanda estável e fluxo de caixa para as cooperativas e alimenta sua unidade de reciclagem modelo.

O projeto busca consolidar um elo ainda difícil da cadeia de reciclagem: garantir fluxo constante de materiais para conseguir escala na indústria e a manutenção da atividade dos catadores. 

As placas de circuito vindas de todos os aparelhos ainda não têm um destino 100% sustentável. São mandadas para as chamadas "refinarias". Nessas empresas,  apenas cinco endereços no mundo (na Europa, nos Estados Unidos e no Japão) são extraídos das placas os metais que têm valor de mercado.

A empresa investe em pesquisa para conseguir um sistema alternativo, de biolixiviação das placas, processo biológico para separação dos metais. Mas ainda não tem resultados positivos a ponto de mudar a rota atual de exportação.

"Na segunda fase do projeto com as cooperativas, que começa agora, queremos aprofundar o trabalho com os dois grupos, que somam 90 catadores, construir uma plataforma digital para facilitar processos administrativos e instaurar planos de melhorias, a fim de criar um modelo econômico para a relação entre cooperativas e indústria", diz Paloma Cavalcanti, gerente de sustentabilidade da HP Brasil e Argentina.

"A HP tem um centro de alta performance com ociosidade (em Sorocaba, São Paulo) por falta de materiais. A cadeia de reciclagem ainda não tem tecnologia e eficiência. Criar os elos e garantir o fluxo entre as partes é importante para dar escala. São modelos de inovação social" afirma.

A HP apresentou na segunda, 18, seu plano de Impacto Sustentável, com metas em direção a uma economia mais eficiente, circular e de baixo carbono. Entre elas a de reciclar 1,2 milhão de toneladas de hardware e suprimentos até 2025, quintuplicando a performance atual. 

A empresa recolheu e reciclou 5 mil toneladas de produtos em final de vida no Brasil entre 2012 e 2018 e fabricou mais de 8,2 milhões de impressoras com conteúdo reciclado, segundo o relatório.

Em 2018, as impressoras da linha Ink Tank, fabricadas no Brasil, passaram a conter 20% de conteúdo reciclado. A meta da empresa é atingir 32% de conteúdo reciclado até 2020.

Com a reintrodução dos plásticos usados na fabricação de novos componentes, os gastos com a compra de resina são entre 15% e 32% mais baratos em relação à produção de equipamentos com plástico virgem.

Entre as metas atingidas apresentadas no relatório estão: o uso de 40% de energia elétrica renovável nas operações globais, a retirada de mais de 250 toneladas de plástico do oceano, no Haiti, para uso na produção de novos equipamentos, o que equivale a 12 milhões de garrafas PET, e a recuperação de 3.200 toneladas de plástico de eletrônicos reciclados para uso em suas impressoras.

Estadão