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Agricultura familiar comemora vitórias

11/09/2019

Feira Nacional da Reforma Agrária, proibida de ser realizada este ano pelo governador João Doria (PSDB), agora faz parte do Calendário Oficial de Eventos de São Paulo. O projeto de Lei 17.162, de autoria de Jair Tatto (PT), foi votado e aprovado pela Câmara de Vereadores e publicado na quarta-feira (4), no Diário Oficial do Município.

Segundo o parlamentar, “o objetivo é dar maior visibilidade para a agricultura familiar e a produção orgânica, fruto do processo de reforma agrária em todo país”.

A lei é uma vitória diante de uma conjuntura de ataques ao setor. Depois de uma expansão de mais de 10 vezes no orçamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, a verba estagnou e deve ter uma queda de quase R$ 6 bilhões na safra 2019/2020. Os recursos destinados pelo governo de Jair Bolsonaro ao Plano Safra até subiram, mas o aumento direciona-se exclusivamente ao agronegócio.

A direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) comemorou a aprovação da lei que mostra a importância da feira da reforma agrária para a cidade. “E, embora seja apenas um passo, as portas do município estarão muito mais abertas à realização da feira no parque da Água Branca.”

A feira do MST deveria ter ocorrido entre 3 e 5 de maio. Mas foi adiada devido a não liberação do local. A alegação de Dória foi de que a estrutura do parque, na zona oeste da capital paulista, não comporta o evento. Este, no entanto, seria o quarto ano da feira na Água Branca, sempre sem qualquer intercorrência negativa.

O MST informou que segue na tentativa de viabilizar soluções para a realização da atividade que agora faz parte oficialmente do calendário da cidade. A nova data prevista para a feira é de 3 a 6 de outubro, ainda sem local definido.

 

Cláudia Motta - Rede Brasil Atual