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A potência do Cooperativismo de Mato Grosso

03/12/2019

Sempre que falamos em cooperativismo os números são superlativos, seja no campo, como na cidade. Quando falamos do campo, temos a produção das cooperativas do agronegócio de Mato Grosso, que representam 3% de toda produção mundial da soja; quando falamos da cidade, podemos citar as cooperativas de crédito que são responsáveis por mais de 20% de toda movimentação financeira de Mato Grosso.

É nesse cenário que lideres discutiram o papel e o futuro do cooperativismo no atual momento, com o novo governo federal, durante o 10º Encontro de Lideranças Cooperativistas, realizado pelo Sistema OCB/MT, no dia 28 de novembro, em Cuiabá.

“O cooperativismo é sinônimo de produção em escala, e acreditamos que ou se investe, se produz, ou não vamos desenvolver esse país. Nesse contexto entra o cooperativismo. Precisamos andar juntos com o Brasil e esperamos que o próximo ano, os investimos cresçam, e nossas cooperativas cresçam juntas”, disse o presidente do Sistema OCB/MT, Onofre Cezário de Souza Filho.

Mas, como o cooperativismo está sendo tratado pelo atual governo federal? “Chamamos quem está dentro do governo e conhece todos os tramites de Brasília, para responder a essa pergunta”, disse o Onofre Cezário. Ele explica que não foi escolhido por acaso, o ex-deputado federal, Valdir Colatto para mostrar o que o governo está pensando sobre o cooperativismo. “Colatto é o atual diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, no Ministério da Agricultura, que coordenou do ramo agropecuário da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), já foi superintendente do Sistema OCB, ajudou a criar o Sescoop, e assim conhece e defende o cooperativismo há mais de 20 anos”, complementou.

“Vejo o cooperativismo como umas das melhores alternativas de organização da sociedade, e se o Brasil fosse mais cooperativista, estaria em outro patamar de desenvolvimento”, disse Valdir Colatto, para os lideres representantes do cooperativismo de Mato Grosso. “O cooperativismo sempre esteve como prioridade em todos os governos, agora muito mais. A filosofia do cooperativismo está sintonizada como que o atual governo pensa, que é desenvolver, produzir, organizar, andar do lado produtivo. As cooperativas fazem parte de todo esse processo, em todas as áreas da economia, como agro, crédito, transporte, saúde, enfim, o cooperativismo é a sociedade brasileira que trabalha e produz organizadamente, e com o princípio de fazer com que o Brasil ande de forma transparente. Os representes do cooperativismo são sempre ouvidos, em qualquer tomada de decisão pelo governo, no Ministério da Agricultura e outros setores”.

Colatto também afirmou, que está empenhado em ficar ao lado das demandas cooperativistas no que tange questões legislativas, como o Ato Cooperativo, “que está em discussão no Congresso Nacional há anos, vamos acompanhar a reforma tributária, para que possa dar o tratamento adequado às cooperativas, e promover ações que contribuam com o cooperativismo cada vez mais, dada a sua importância na economia e na sociedade brasileira”.

Outra demanda foi das cooperativas de crédito pontuada pelo vice-presidente do Sistema OCB/MT e presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Carlos Spenthof. Depois de elogiar a atuação e habilidade da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para abertura de novos mercados e a defesa do agro brasileira, Spenthof questionou Colatto no que se refere a liberação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para que os bancos cooperativos possam acessar mais recursos.

“O Sicredi e o Sicoob são os segundo no crédito rural do país, já ganhamos diversas premiações, como os mais eficientes na colocação desses recursos, e essa questão do FCO, que já operamos há mais de 10 anos, teve um retrocesso e precisamos que se isso seja destravado, por um problema de redação, há mais de um ano. Nós precisamos de um empenho maior do Mapa, para resolver esta questão”, disse Spenthof.

Colatto se comprometeu em ajudar e acompanhar o processo.

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, também foi questionado sobre a possível cobrança de uma taxa na produção de energia fotovoltaica, pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Ele disse que “realmente a Aneel está querendo taxar o transporte da energia nas redes já existentes, mas isso tem que passar pelo congresso e acreditamos que isso não será aprovado, pois isso desestimula o que que tem que ser estimulado. Hoje o Brasil não pode crescer mais do que 3% e um dos motivos é justamente a falta de energia. Isso não vai passar. O governo federal é contra a cobrança”.

AGE – Logo após o Encontro de Lideranças, foi realizada uma Assembleia Geral Extraordinária – AGE, da OCB/MT. Em pauta a reformulação orçamentaria de 2019 e a proposta orçamentaria para 2020. Ambas foram aprovadas pelos presidentes das cooperativas presentes.

 

 

Sistema OCB/MT