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Banco Mundial estima que 60 milhões de pessoas no mundo serão empurradas para a pobreza

20/05/2020

A crise causada pela pandemia do novo coronavírus tem afetado fortemente a economia em todo o planeta. O Banco Mundial estima que a crise empurre 60 milhões de pessoas em todo o planeta para a pobreza o presidente do Banco Mundial, David Malpass, disse que os esforços atuais são insuficientes para uma rápida recuperação.

Para o presidente, a economia mundial sofrerá uma contratação de até 5% neste ano, o que resulta na anulação dos esforços que foram realizados nos últimos três anos.

“Milhões de pessoas tiveram seus meios de subsistência destruídos, e os sistemas de saúde de todo o mundo estão sob pressão intensa”, disse Malpass.

Para tentar amenizar os efeitos da pandemia na economia, o Banco Mundial está oferecendo US% 160 bilhões em subvenções e empréstimos a juros baixos para ajudar países pobres a enfrentar a crise nos próximos 15 meses. Cem países que abrigam 70% da população mundial já receberam fundos emergenciais.

Malpass diz que essa ajuda, por mais que seja boa, não é suficiente para melhorar a situação dos países.

Malpass afirmou que está frustrado com a relutância dos credores comerciais em participar de uma iniciativa de suspensão da dívida de 73 dos países mais pobres do mundo, anunciada no mês passado pelo G20, o grupo das principais nações desenvolvidas e em desenvolvimento.

A iniciativa permite que os países devedores congelem o pagamento de dívidas com os países do G20 e o pagamento voltando somente em 2021.

Malpass disse que alguns países superestimaram os riscos de acesso ao mercado.

“Estes são os países mais pobres do mundo, e embora possam esperar que os mercados de crédito comerciais reabram subitamente em 2020, o mais provável é que a pandemia e a paralisação econômica nas economias avançadas tenham efeitos de longa duração."

Em vez disso, para Malpass, os países pobres deveriam enfocar a implementação de programas econômicos que atraem remessas e investimentos diretos do exterior, ao mesmo tempo incentivando os investimentos de empresas nacionais.

Folha de São Paulo