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Em parceria com cooperativa, Natura implantará nova fábrica no Pará
Em parceria com cooperativa, Natura implantará nova fábrica no Pará

O município de Benevides, localizado no Nordeste paraense, sediará a primeira fábrica da Natura fora de São Paulo. A unidade, que começará a funcionar em novembro próximo, produzirá óleo vegetal e massa para sabão a partir de frutos e sementes fornecidas por 2,5 mil famílias de agricultores de 21 municípios do Estado.

Foram investidos R$ 13 milhões na fábrica, que 'emprestou' a logística já utilizada pela Central de Cooperativas Nova Amafrutas, desde a escolha por Benevides, onde a Amafrutas está instalada, até a rede de cooperativas com as quais ela trabalha - Cooperativa de Produção Agroextrativista Familiar do Pará (Coopaexpa) e Cooperativa de Produção Agroindustrial (Coopagri), entre outras.

Os diretores da Natura garantem que a inauguração da fábrica não é uma resposta às críticas que classificavam como negativa a forma de atuação da empresa no Estado, apenas extraindo daqui matéria-prima, sem deixar benefícios locais. Também garantem que não é uma estratégia de marketing para abafar as denúncias feitas por vendedoras de ervas do Ver-o-Peso, de que teriam sido enganadas pela empresa para a qual teriam revelado 'segredos' oriundos de conhecimentos tradicionais utilizados na preparação de perfumes e outros produtos a partir de produtos amazônicos.

'Vamos utilizar a base de cooperativas da Amafrutas, mas agregar uma atividade extra a essas famílias. Além das frutas, elas produzirão as oleácias das palmeiras para nós. O restante do óleo será comprado pela Agropalma, mas nossa meta é que depois as famílias façam o plantio, não só a extração, para que 100% da produção seja feita por elas', detalha Eduardo Lupi, vice-presidente de Inovação da Natura. A fábrica propriamente dita empregará 20 funcionários diretos - sendo apenas dois de Benevides, dois de São Paulo e o restante de Belém - para operar as máquinas e mais 40 indiretos.

Atualmente a empresa já utiliza óleo vegetal de palma na formulação dos sabonetes em barra e a expectativa é de que, em 12 meses, grande parte da massa de sabão utilizado para todas as linhas seja produzida no Pará, que terá capacidade para 18 mil toneladas/ano, o que equivale à produção de 180 milhões de unidades de sabonetes. A projeção é de que, com a nova saboaria, será possível utilizar outros óleos extraídos de frutos como inajá, murumuru, babaçu, cacau, cupuaçu e tucumã.

Fonte: Amazônia Jornal - Belém,PA em 17/08/2006

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