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A força feminina no cooperativismo

07/03/2012

O que há algum tempo era serviço de homem, começa a p assar por mudanças no cenário. Enrustidas em macacões, equipamentos de segurança, atrás de um volante, ou mesmo em saltos altos, as mulheres vêm se destacando no mercado de trabalho, ganhando reconhecimento e trilhando novos caminhos nos últimos anos. Essa realidade condiz com muitos setores da sociedade e não poderia ser diferente no cooperativismo.


Somente na MaxiCrédito, cooperativa do ramo de crédito do Sistema Sicoob, que atua no Oeste e Litoral Catarinense, as colaboradoras são em número de 95, frente à 116 colaboradores homens. Em uma média geral, elas representam 45% do total de funcionários. Segundo o gerente do setor de Recursos Humanos, Fernando Rebelatto, isso mostra que não existe diferença no mercado de trabalho, inclusive no aspecto econômico, e que, cada vez mais, as mulheres buscam especialização. “Elas trabalham com mais afetividade, sensibilidade, possuem maior percepção, organização e detalhamento ao efetuarem suas tarefas, além de conciliarem o papel de mãe, esposa e dona de casa”, afirma.


Das 29 agências com que a instituição opera, oito possuem mulheres à frente de suas gerências, além de outras três que ocupam cargos administrativos. Além disso, no total são 11 subgerentes que atuam paralelamente no trabalho diário de atendimento de associados e geração de negócios.


Na opinião da gerente do posto de atendimento Grande Efapi, de Chapecó, Jussara Maria Bertol, a mulher tem sido cada vez mais importante no sistema cooperativista, buscando realização profissional. “Dificilmente ocupávamos um cargo de liderança e, hoje vemos que cada vez mais a mulher tem buscado seu espaço e está tendo seu trabalho reconhecido”, explica.


Na MaxiCrédito as mulheres atuam em diferentes áreas. Nas agências são caixas, realizam negócios e atualizam as principais informações cadastrais dos associados. No administrativo trabalham com setores como auditoria, contabilidade, crédito, comunicação. Independente da função exercida, estão sempre atentas aos detalhes.


Para a subgerente da unidade do Bairro São Cristóvão, Luciana Regina Zamban, no cooperativismo a decisão também deixou de ser somente do homem. “Hoje a mulher é associada de cooperativas, realiza investimentos, participa constantemente de palestras, cursos, feiras, mantendo-se atualizada das mudanças e novidades. Tudo para uma melhor interação com a família e com a comunidade”, afirma.


Para a subgerente, Lidiane Andreia Putti, do posto do Bairro Palmital, de Chapecó, as mulheres buscam a integração dentro de uma instituição, pois envolvem os colaboradores, mas sempre tendo em vista o melhor para qualquer situação. “A mulher sabe se expressar e reflete antes de tomar qualquer decisão”, e também frisa: “onde houver cooperação, sempre haverá união e desenvolvimento”, diz.


O quadro social da cooperativa também conta com grande número de mulheres. Em janeiro, a MaxiCrédito atendeu 31.992 associados em toda a área de ação. Destes, 11.757 são mulheres que participam da vida cooperativa através de contas correntes individuais, conjuntas ou como administradoras de empresas. Esse número representa 36,7% do total, frente à 52,5% de associados do sexo masculino.


Com 10 anos de atuação na MaxiCrédito, Adriana Spolti Grigol, que ocupa o cargo de supervisora, passará a atuar também como conselheira de administração, a partir da homologação do Banco Central. Para ela isso representa uma conquista através do tempo, experiência e espaço que a mulher vem ocupando. “Isso mostra que conseguimos ativamente contribuir com o crescimento das cooperativas e, consequentemente, com o crescimento regional”, explica.


Além de associada, Neusa Smaniotto é um exemplo de participação feminina na cooperativa. Desde 2011 ela integra o Conselho Fiscal da instituição, primeiro como suplente e neste ano como secretária. Para ela, a inserção da mulher no mercado de trabalho, demonstra que sua participação acontece de forma permanente através da organização social. “Passamos a fazer parte do cooperativismo contribuindo nas decisões econômicas e sociais. É nossa hora. Já estamos quebrando o tabu e ocupando nosso espaço”, destaca ela.


Adriana Grigol também afirma que esse papel representa motivar outro importante lado: “os desafios são muitos, mas este processo faz parte do empreendedorismo nato existente nas mulheres”, completa.

Sicoob MaxiCrédito